Este foi um álbum que eu já há muito esperava. O mais recente álbum dos Chemical Brothers anda por ai, desde  o inicio de Julho.

Este ano os fãs de electrónica não têm razões de queixa, desde Gorillaz a Crystal Castles, tem havido muita coisa boa. Mas este álbum foi a cereja no topo do bolo.

Muitos diriam que os Chemical Brothers andam a abrandar (o anterior álbum de originais foi lançado em 2007). Muitos diriam também que estão a ficar perfeccionistas.

Talvez.

Mas mereceu a pena esperar.  O ano de 2005 não seria o mesmo sem o som quase marroquino de “Galvanize”, mas desde esse grande êxito que não era apresentado trabalho.

Em 2007, o álbum “We Are The Night”  não deu muito nas vistas. A única música que veio ao de cima nesse álbum foi “Do It Again”.

Mas os Chemical Brothers deram a volta por cima. “Further” tem uma capa de álbum de espantosa beleza. Mas não é só isso que espanta neste álbum.

A primeira música, “Snow”, dá-nos muito pouco de electrónica, mas muito de boa música, com um coro de vozes sobrepostas cantado por Stephanie Dosen. É uma boa música, mas não é a melhor.

Já a segunda música, “Escape Velocity”, que nos primeiros dois minuto é quase um reprise da primeira, é outra coisa. A partir dos primeiros dois minutos (que são quase um crescendo, para depois dar um grande mergulho), há um som digno de qualquer jogo de Need for Speed, de tão completo e complexo que é. Esta é a música mais longa do álbum, com 11:37 de som. Mas vale a pena ouvir, pois nesta música é demonstrada a capacidade (bem como o perfeccionismo) dos Chemical Brothers.

A terceira música, “Another World”, é, na minha opinião, a melhor do álbum. Tal como na segunda música, o primeiro minuto é um crescendo. Mas a seguir, o som mergulha no sistema de uma máquina. É criado um som impressionante, que tão complexo como amigo dos ouvidos, num sobe e desce alucinante.

Depois, aconselho a saltar para a faixa 6, “Swoon”, outra faixa de extrema complexidade, mas com um som muito interessante.

Este é um álbum que trouxe os Chemical Brothers de volta outra vez. E eles voltaram para ficar.

Boa tarde! Depois de algum tempo sem publicar nada, decidi voltar a escrever neste blog.

A partir deste post, tudo o que for publicado vai ser escrito integralmente por mim.

Bem, há duas semanas atrás foi-me oferecido o álbum “The Smashing Pumpkins – Greatest Hits”, numa edição especial de dois discos.

Acontece que a primeira coisa que fiz foi copia-los para o walkman, para levar de viagem. Essa viagem acabou por durar duas semanas e não tinha  muito de novo para ouvir. Decidi explorar o álbum.

Num álbum onde bons sons de guitarra são fáceis de encontrar, achei que o vocalista esteve sempre um passo à frente. Hipnotizante, suave mas quase inquietante, a voz do vocalista Billy Corgan  descreve os pesadelos e medos do seu portador.

No primeiro disco, a primeira música, “Siva”, é agradável de se ouvir e a terceira , “Rhinoceros”, também é muito interessante. Mas a grande música deste primeiro disco é mesmo a quarta, “Cherub Rock”, que começa com uma guitarra agitada e acaba com um solo alucinante.

Bem… normalmente o primeiro disco é o que trás as melhores músicas, por isso o disco dois espantou-me. Sou mesmo capaz de dizer que as duas melhores músicas da colectânea estão no segundo disco.

Logo a primeira, “Lucky 13″ tem um som espectacular (tão espectacular que até a pus como música de entrada do blog).

Já a segunda, também espectacular, é muito mais calma e com uma sonoridade diferente. Chama-se “Aeroplane Flies High”. Posso dizer que achei esta música a melhor do álbum. É nesta música que se nota a essência da banda. Começa com uma simples frase que me deu muito para pensar: “The Aeroplane Flies High, Looks Left, Turns Right”. Mas acima de tudo, mostra do que a banda é feita. E uma frase mostra tudo: “I wish I had more time. Judicious, beautiful, augmented, whatever. I’ve always been afraid to die, but I think I’m more afraid to live.”

Devo dizer que este é um dos álbuns que vou ter nos meus favoritos. Recomendo vivamente.

Sete discos depois da estreia, Foo Fighters (1995), e três anos passados sobre Echoes, Silence, Patience & Grace (último disco editado), os Foo Fighters já estão a pensar no futuro.

Taylor Hawkins, baterista, falou com a NME e adiantou informação sobre o decorrer dos trabalhos do novo disco: “Dave (Grohl) tem à volta de 15 ideias incríveis para canções”. Mas são apenas ideias, que precisam de trabalho e concretização. “É um processo abrangente. Demora muito tempo. Não é só: OK, vamos fazer um disco, aparecemos no estúdio e já está, gravamo-lo assim (…) Há muito trabalho de pré-produção na elaboração de um disco dos Foo Fighters”.

Hawkins sabe que a expectativa é enorme, dado o prolongado hiato de estúdio a que a banda se entregou, por isso acautela: “desde que todos estejam prontos, desde que não o façamos (o disco novo) por sentirmos que temos de o fazer – por exemplo, quando a editora quer à força um disco novo – essas coisas nunca resultam em boa música”. O baterista entende que o génio criativo de Dave Grohl precisa de espaço: “Se ele está entusiasmado e quer realmente fazê-lo, então estaremos em grande forma. Vamos ter um disco novo daqui a um ano”.

Para além da exigência imposta aos Foo Foghters pela fasquia que colocam hoje como banda (já levam mais de 15 anos de carreira), alguns dos seus membros ocuparão uma boa parte de 2010 com outros projectos. Hawkins está em digressão com os seus Cocktail Riders, que têm disco novo e pronto a lançar. Quanto a Grohl, junta-se novamente a John Paul Jones (Led Zeppelin) e Josh Homme (Queens of the Stone Age), para o segundo álbum do projecto conjunto, a super banda Them Crooked Vultures.